Santos vence Corinthians e é campeão paulista pela 19ª vez

Arouca e Neymar garantem vitória por 2 a 1 na Vila Belmiro

A Vila Belmiro está em festa. Santos é só alegria. Na sua casa, o Peixe venceu o Corinthians por 2 a 1, neste domingo, e conquistou seu 19º Campeonato Paulista. Arouca fez o seu sonhado gol do título, mas Neymar não queria ficar fora da festa. O craque santista contou com a colaboração de Julio Cesar para decidir o jogo.

Após 50 anos, o estádio que consagrou o Rei Pelé voltou a ser palco de uma decisão e o Santos pôde voltar a erguer uma taça em sua casa. O Peixe já era o atual campeão e conseguiu o bi. Nos últimos seis anos, o clube conquistou o título por quatro vezes.

O jogo começou e não demorou para o Santos impor seu ritmo. Léo teve grande chance, mas a bola passou por cima. O desejo de sair na frente do placar poderia ter sido concretizado com Zé Eduardo, que balançou as redes de Julio Cesar, aos 14. Porém, a auxiliar Tatiane Camargo assinalou corretamente o impedimento do atacante, que parece viver um pesadelo há 13 jogos sem marcar.

Porém, a tarde não era de pesadelo para o Peixe. Muito pelo contrário. O sonho de Arouca se transformou em realidade aos 16 minutos. Desde que chegou ao clube, nunca tinha feito um gol. A obsessão era tamanha que o pensamento vinha até quando ele estava dormindo. O volante aproveitou passe de Zé Love, tocou na saída de Julio Cesar e abriu o caminho para o título.

O time de Muricy Ramalho dominava todas as ações da partida. Arouca por pouco não fez o segundo. Ele pegou um rebote e acertou a trave. Se a bola entrasse, o camisa 5 teria a certeza de que estava sonhando.

Em decisões de campeonato não se pode perder gols, como fez Neymar no fim da primeira etapa. Jorge Henrique foi outro. O intervalo se aproximava e o Corinthians só incomodou com o camisa 7. Sozinho na pequena área, ele não conseguiu desviar cruzamento de Chicão. Jorge foi o único a assustar o goleiro santista Rafael, já que tinha finalizado com perigo logo após o o gol de Arouca.

Veio o segundo tempo e Tite fez a sua tradicional alteração. Dentinho esteve sumido durante os primeiros 45 minutos e Willian, o talismã da equipe, entrou em seu lugar. E, com menos de 15 minutos, o substituto já levou perigo com um chute de longe rebatido por Rafael. Mas antes disso, o Santos tinha tido seu segundo gol anulado. Alan Patrick estava impedido quando aproveitou desvio de cabeça de Durval, aos 4 minutos.

A chuva começou na Vila Belmiro, mas não foi capaz de acalmar os nervos dos torcedores. O tempo passava e o Corinthians foi para o tudo ou nada. A bola quase sempre estava no ataque corintiano.

Tite pôs o seu time à frente. Ramírez e Morais entraram no jogo. Muricy tirou Alan Patrick e colocou o volante Possebon para ajudar na defesa. A pressão foi grande, mas nenhuma chance clara foi criada.

Restou ao Peixe explorar os contra-ataques. Assim, aos 39, Neymar bateu para o gol e Julio Cesar cometeu uma falha inacreditável. O Santos fazia 2 a 0 e já comemorava o título. Mas ainda tinha tempo.

Tempo para o Corinthians sonhar. Dois minutos após o gol sofrido, Morais cruzou na área, a bola passou por todo mundo, pelo goleiro Rafael e entrou. Havia esperança, mas o tempo era curto.

Luiz Flávio de Oliveira deu três minutos de acréscimo. A agonia durou até o fim, mas o placar não se alterou e o Santos sagrou-se, pela 19ª vez na história, campeão paulista. Assim, a equipe dá o troco da final de 2009, quando perdeu para o Corinthians de Ronaldo Fenômeno.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 CORINTHIANS

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 15/5/2011 – 16h
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: David Botelho Barbosa (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Renda/público: R$ 745.610,00 / 14.322 pagantes
Cartões amarelos: Elano, Pará, Neymar (SAN); Chicão, Fábio Santos, Liedson (COR)
GOLS: Arouca, 16’/1ºT (1-0); Neymar, 39’/2ºT (2-0); Morais, 41’/2ºT (2-1)

SANTOS: Rafael, Jonathan (Pará, 20’/1ºT), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 27’/2ºT); Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick (Rodrigo Possebon, 34’/2ºT); Neymar e Zé Love. Técnico: Muricy Ramalho.

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Ramírez, 20’/2ºT), Bruno César (Morais, 23’2ºT) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian, intervalo) e Liedson. Técnico: Tite.

Agora é na Vila! Corinthians e Santos ficam no 0 a 0

Apesar de classico movimentado, partida de ida da final do Paulistão termina sem gols no Pacaembu

O primeiro capítulo das finais do Campeonato Paulista terminou sem gols, mas não sem emoção. Com bolas na trave, Ganso lesionado e um Timão lutador até o fim, Corinthians e Santos ficaram apenas no 0 a 0 neste domingo de Dia das Mães no Pacaembu. Assim, a decisão fica mesmo para o próximo domingo, na Vila Belmiro.

O resultado deixa tudo aberto para a partida de volta: uma vitória simples na Baixada Santista dá ao Timão o 27º Campeonato Paulista. O mesmo vale para o Peixe, se quiser conquistar seu 19º campeonato e a quarta taça em seis anos. Um empate, seja qual for, leva a partida para os pênaltis.

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O resultado mantém a sina do Timão no Pacaembu, onde não perde um clássico há 15 jogos. A última derrota no estádio contra um arquirrival fora, coincidentemente, para o Santos (3 a 0, em outubro de 2006).

No clássico deste domingo, depois de um primeiro tempo sem grandes lances, Neymar protagonizou boas jogadas no início a segunda etapa. Parecia que o Santos conquistaria a vitória. Parecia… Só que o Timão melhorou em campo, igualou forças e lutou, mas não conseguiu a vitória. Agora é na Vila!

FINAL, PARTE 1

O Pacaembu lotou. 34 mil corintianos viram um Corinthians forte, mas sem conseguir penetrar na defesa santista, que havia cedido 10 gols nos últimos três clássicos com o arquirrival da capital.

O Timão tinha como única novidade a entrada de Wallace, zagueiro, improvisado na lateral-direita na vaga de Alessandro, suspenso. Com Jorge Henrique e Dentinho ao lado de Liedson, Tite tinha à disposição o mesmo esquema (um 4-3-3 que também se “transforma” em 4-5-1) que Mano Menezes utilizou com sucesso em 2009, na ocasião do título corintiano contra o mesmo Santos.

Já pelo lado do Peixe, Muricy Ramalho não abriu mão de um centroavante e Zé Eduardo começou a partida na linha de frente, com Ganso e Neymar. Léo e Arouca, com dores musculares, deram lugar à Alex Sandro e Adriano e, assim, o Muricy buscava montar um Peixe forte atrás e imprevisível na frente.

Só que, mudanças à parte, a primeira final do Paulistão demorou a encantar. Os dois times, com os nervos à flor da pele, passaram os primeiros 20 minutos tocando bola e travando disputas no meio-campo, sem conseguir quebrar o gelo.

Era necessário inovação, criatividade. Um passe de Jorge Henrique por cima surpreendeu a defesa santista e Liedson cruzou para Dentinho dentro da área, que não alcançou. A jogada marcou a primeira incursão do Timão em áreas santistas. A partir daí, a torcida corintiana se animou e as duas equipes se soltaram.

O Peixe respondeu com Danilo, de fora da área. Em seguida, aos 22 minutos da primeira etapa, Neymar protagonizou jogada “ousada”, como ele mesmo gosta de dizer. Pouco depois de provocar o cartão amarelo de seu marcador, Wallace, a Joia aproveitou brecha dentro da área, passou por três marcadores e beijou a trave direita de Julio Cesar.

O ritmo da partida melhorou e os dois camisas 10, até então muito bem marcados, apostaram nos chutes longos de fora da área. Primeiro, o corintiano Bruno César, aos 23. Cinco minutos depois, o santista Ganso também tirou tinta da trave corintiana. Parecia ser o caminho mais fácil para chegar ao gol, já que os atacantes das duas equipes pareciam inacessíveis – Liedson e Zé Eduardo eram engolidos pelo paredão adversário.

A primeira etapa terminou sem dar a sensação de que se tratava de uma final de Campeonato Paulista. Um dos personagens principais do clássico, Ganso, sentiu a coxa direita já nos minutos finais e pediu para sair. O meia-armador dividiu com Jorge Henrique na intermediária e sentiu a lesão. Depois de ser atendido fora de campo, ele até voltou ao gramado nos acréscimos do primeiro tempo, mas visivelmente sem condições. Com a imagem melancólica do camisa 10 do Peixe se arrastando em campo, a etapa inicial acabou deixando má impressão. Será que o segundo tempo reservava um melhor futebol?

NEYMAR NELES!

Com Alan Patrick no lugar de Ganso, machucado, o Peixe buscou mais velocidade para atacar, mas quem mudou o panorama do clássico foi Neymar! Aos 9 minutos, a Joia passou com maestria para Danilo encobrir Julio Cesar. Antes que a bola entrasse no gol, Chicão salvou o Timão. Um minuto depois, Neymar tabelou com Alan Patrick e invadiu a área. Com o pé esquerdo, o camisa 11 acertou o travessão corintiano.

Por um instante, o Pacaembu se calou para admirar o talento de Neymar. Tite, que não queria perder tempo contemplando a Joia santista, tratou de fazer duas alterações a fim de recolocar o Timão na partida: pôs Morais e Willian nos lugares de Bruno César e Dentinho.

Aos 22 minutos, mais surpresas. Leandro Castán encarnou Beckenbauer, desarmou Zé Eduardo no campo de defesa e, como um foguete, levou a bola até o campo de ataque. O zagueirão esticou o passe para Liedson na área, que não alcançou. Em seguida, foi a vez de Morais tocar e Paulinho errar dentro da pequena área. Haja emoção!

Ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, o 0 a 0 já não traduzia mais a realidade do clássico, que passou a ser muito mais movimentado e repleto de bons lances. A despeito da semana agitada do Peixe, que atuou contra o América (MEX) na terça-feira e não teve descanso como o Corinthians, eram os santistas quem pareciam mais à vontade em campo.

O Peixe tomava maior iniciativa: Elano, aos 29, cobrou falta à direita do gol de Julio Cesar e levou muito perigo. Mas o Timão se agigantou e respondeu. Willian, que foi o herói corintiano contra Oeste (quartas de final) e Palmeiras (semi), testou sua capacidade de talismã com um chute venenoso aos 33 minutos, que Rafael segurou sem sustos.

Aos 39, Liedson recebeu de Jorge Henrique e carimbou a trave direita de Rafael. O Timão ainda brigou, levantou bolas no ataque e sufucou o Santos, mas não conseguiu furar a defesa rival.

A partida de volta das finais do Campeonato Paulista acontece no próximo domingo, na Vila Belmiro. Antes, o Peixe tem um compromisso importante pela Copa Santander Libertadores: vai a Manizales (COL) encarar o Once Caldas, na quarta-feira, em partida válida pelas quartas de final da competição continental.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0X0 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Cleber Wellington Abade
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Fausto Augusto Viana Moretti

Renda/público: R$ 1.412.840,00 / 34.547 pagantes
Cartões amarelos: Wallace (COR); Danilo, Neymar (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: –

CORINTHIANS: Julio Cesar, Wallace (Luis Ramírez 29’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais 13’/2ºT); Dentinho (Willian 13’/2ºT), Jorge Henrique e Liedson. Técnico: Tite.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Elano (Pará 42’/2ºT) e Ganso (Alan Patrick, intervalo); Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 38’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

Clássico quente! Corinthians vence Palmeiras nos pênaltis


Depois de primeiro tempo conturbado, Verdão empata com Alvinegro na etapa regulamentar e Julio Cesar salva nos pênaltis

Não faltou emoção! O Dérbi deste domingo teve de tudo: expulsões, bate-boca entre técnicos, muita confusão e, para relembrar os velhos tempos, até disputa de pênaltis. O Palmeiras, que perdeu Danilo, Felipão, Valdivia e Cicinho na primeira etapa, ainda conseguiu empatar com o Timão na etapa regulamentar, em 1 a 1, no Pacaembu, mas não foi páreo para o arquirrival na disputa de pênaltis. Julio Cesar defendeu a sexta cobrança palmeirense, de João Vítor, e o Timão está classificado às finais do Campeonato Paulista.

Durante a partida, Valdivia, que começou bem o clássico mas sentiu a coxa esquerda – justamente após um célebre “chute no vácuo” – deu lugar à Leandro Amaro. A estrela do Mago acompanhou o zagueiro reserva, que foi o responsável pelo gol palmeirense, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo. Dez minutos mais tarde, outro reserva, Willian, substituiu Dentinho e empatou para o Timão, também pelo alto.

O Palmeiras teve que atuar quase 70 minutos com um jogador a menos, já que Danilo foi expulso ainda no primeiro tempo.

Nos pênaltis, as duas equipes acertaram suas primeiras cinco cobranças, mas, nas batidas alternadas, João Vítor desperdiçou para o Verdão. Julio Cesar, que fez grande partida, garantiu a classificação alvinegra.

O Verdão, que venceu duas disputas de pênaltis heróicas nas Libertadores de 1999 (quartas de final) e 2000 (semifinal) contra o mesmo Corinthians, não teve melhor sorte desta vez. Deu Timão, graças a Julio Cesar!

Timão vence Palmeiras nos pênaltis e está na final

DÉRBI DISPUTADO

As expectativas durante a semana se confirmaram. No que diz respeito à rivalidade acirrada, os torcedores tiveram prato cheio. Dentro de campo, porém, o resultado não foi dos melhores.

Felipão foi expulso após fazer gesto de roubo (Foto: Tom Dib)

Ao contrário do San-São do sábado, que teve grandes lances, o Dérbi ficou marcado pelas confusões.

Com cinco minutos de Palmeiras e Corinthians, nove faltas já haviam sido marcadas. Em uma delas, Kléber pecou pelo excesso de vontade e derrubou Leandro Castán com violência, levando o cartão amarelo com apenas três minutos de partida.

Faltas à parte, as primeiras finalizações do jogo foram do Verdão. Contando com o apoio de 30 mil palmeirenses no Pacaembu, Marcos Assunção, de falta, e Valdivia, de fora da área, contabilizaram os primeiros arremates da equipe no jogo. O Palmeiras mostrava superioridade, ainda que tímida, no começo da partida.

Aos 9, Valdivia chutou de fora da área mais uma vez e Julio Cesar deu o rebote. Na sobra, Luan finalizou torto e a bola passou rente ao gol corintiano. Foi a melhor chance do Alviverde na partida.

E o Mago estava mesmo impossível: aproveitando falha de Fábio Santos, Valdivia lançou Cicinho e o lateral devolveu para o chileno, que chutou com força da entrada da área. De novo, o goleiro corintiano espalmou e evitou o perigo.

Com 15 minutos de partida, o Palmeiras já tinha 7 finalizações, contra nenhuma do Corinthians. Mas o Timão precisava aflorar seu bom futebol na partida. Dentinho e Bruno César, cobrando falta fechada, trataram de mostrar a um Pacaembu lotado de palmeirenses que o Corinthians estava ali e queria a vaga!

CONFUSÃO, CARTÃO VERMELHO E DISCUSSÃO ENTRE OS TÉCNICOS

Se o jogo não empolgava no aspecto técnico, os minutos seguintes voltariam a lembrar que se tratava de um Dérbi muito quente. Uma sucessão de acontecimentos mudou o panorama do clássico e jogou o Palmeiras na lona.

Aos 20 minutos, Valdivia arriscou o famigerado “chute no vácuo” e sentiu a coxa esquerda. O Mago, que fazia boa partida, não suportou continuar no jogo e Felipão armou a alteração do camisa 10 por Lincoln. O problema é que, simultaneamente dentro de campo, Danilo chegou duro em Liedson, de carrinho, e foi expulso. Em vez de trocar o chileno por Lincoln, a entrada do zagueiro Leandro Amaro se fez necessária.

Com um a menos, Felipão ainda trocou farpas com Tite: o técnico corintiano acusou o colega palmeirense de “falar muito” e atentou o juiz para um gesto de Felipão alusivo a “roubo” no futebol. Resultado: Luiz Felipe Scolari acabou também expulso de campo, deixando o Verdão sem comando no Pacaembu.

Sem Danilo, sem Mago e sem Felipão em um intervalo de seis minutos, o Palmeiras passou a se tornar presa fácil do Timão e o jogo mudou, pendendo para o lado alvinegro.

Mas a má fase verde não parava por aí. Um dos destaques do Verdão na temporada, Cicinho sentiu lesão na coxa e teve de dar lugar à João Vítor. Era a segunda alteração do Palmeiras ainda no primeiro tempo, as duas em função de contusões. Que fase!

Atônito, o time mandante viu o Corinthians crescer e tomar conta do jogo, mantendo o Palmeiras em seu campo de defesa.

No intervalo, Kleber deu entrevista rápida às rádios e limitou-se a dizer que o jogo foi “ridículo” e que o árbitro prejudicou o clássico. Só que a segunda etapa, que prometia ser ainda mais nervosa, teve futebol bem jogado pelas duas equipes, sem lances ríspidos, diferentemente dos primeiros 45 minutos.

Extremamente fragilizado depois das perdas de Danilo, Valdivia, Felipão e Cicinho, o Palmeiras voltou a confiar na bola parada de Marcos Assunção.

E não é que a “nova” tática deu certo? Aos 7 minutos, o Verdão superou as adversidades e marcou o gol! Parecia até cena de filme. Assunção cobrou escanteio fechado e, justamente o substituto de Valdivia, Leandro Amaro, mostrou estrela para estufar as redes de Julio Cesar.

O problema é que o Corinthians ainda tinha um jogador a mais. Como de praxe, o Verdão fez o gol e se postou na defesa. Tite trocou Alessandro por Ramírez e Dentinho por Willian, e foi justamente a segunda substituição, à exemplo do que aconteceu com o Palmeiras, que mudou a cara da partida.

Aos 19, Willian, depois de escanteio na área, cabeceou por baixo de Deola. Leandro Amaro ainda tirou a bola, mas de dentro do gol. O bandeirinha correu para o meio-campo e os corintianos não tiveram dúvidas: era o empate redentor no Pacaembu.

Willian comemora com Chicão o gol de empate (Foto: Tom Dib)

Com 1 a 1, o jogo melhorou e os times foram ao ataque, visando evitar a disputa de pênaltis. O Palmeiras, surpreendentemente, se motivou a buscar o gol primeiro. Em vez de se retrair na defesa, o Verdão levou perigo com Luan, aproveitando lançamento de Assunção aos 25, e Kléber, aos 27.

Aos 38, a torcida esfregou as mãos antes de falta de Marcos Assunção, perto da área. O camisa 25 palmeirense chutou por cima do gol, com muito perigo. A bola passou tão perto que Julio Cesar permaneceu imóvel embaixo da linha.

Mas, ao fim da segunda etapa, não houve escapatória: os dois times tiveram de se preparar para a disputa de pênaltis. Os torcedores do Palmeiras, otimistas, lembravam-se das vitórias nos clássicos nas Libertadores de 1999 e 2000, ambas contra o Corinthians. Os corintianos, por sua vez, confiavam na estrela de Julio Cesar, um dos melhores em campo.

E os corintianos levaram a melhor! Depois de cinco cobranças bem sucedidas para cada lado, o goleiro alvinegro confirmou a boa fase e defendeu a sexta cobrança do Verdão, do volante João Vítor. Ramírez ainda bateu o último pênalti e colocou o Timão para buscar o 28º título paulista.

Assim, o Corinthians encara o Santos na final do Campeonato Paulista, no próximo domingo, em um repeteco da partida de dois anos atrás, que também decidiu o Estadual. A segunda final, no entanto, será na Vila Belmiro, já que o Peixe passou o Corinthians no saldo de gols, na segunda fase.

Antes, durante a semana, o Timão não tem mais com o que se preocupar, já que o time não participa da edição deste ano da Copa do Brasil e foi eliminado na primeira fase da Copa Santander Libertadores. Já o Verdão vai ao Paraná encarar o Coritiba na próxima quinta-feira, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 (5) X1 (6) CORINTHIANS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 1/5/2011 – 16h
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Alex Alexandrino (SP)

Renda/público: R$ 949.238,00 / 33.861 pagantes
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Alessandro, Fábio Santos, Bruno César, Ralf, Leandro Castán (COR)
Cartões vermelhos: Danilo, 23’/1ºT (PAL)
GOLS: Leandro Amaro, 7’/2ºT (1-0); Willian, 19’/2ºT (1-1)

Pênaltis: Kleber, Marcos Assunção, Marcio Araujo, Luan, Thiago Heleno (PAL); Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais, Luis Ramírez (COR). Erraram: João Vítor (PAL).

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (João Vitor 39’/1ºT), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik 28’/2ºT) e Valdivia (Leandro Amaro 25’/2ºT); Luan e Kleber. Técnico: Felipão

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro (Luis Ramírez 11’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais 31’/2ºT); Jorge Henrique, Dentinho (Willian 14’/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite

No sofrimento, Timão vence e se classifica para a semifinal

No dia de São Jorge, Timão sofre, mas com gol salvador de Willian, derrota o Oeste por 2 a 1 e avança no Paulistão

Poderia ter sido tranquilo, mas foi do jeito que a Fiel mais gosta: no sufoco. No dia de São Jorge, padroeiro do Timão, não poderia haver vitória mais corintiana. No sofrimento, o Corinthians derrotou o Oeste por 2 a 1, neste sábado, no Pacaembu, e garantiu vaga nas semifinais do Paulistão.

Apesar de ter jogado muito melhor, o Timão não teve vida fácil contra a equipe de Itápolis. Após abrir o placar no começo do jogo com Liedson, o time de Parque São Jorge sofreu o empate nos acréscimos do primeiro tempo. Depois do susto, no segundo tempo o Alvinegro pressionou, cansou de desperdiçar chances e depois de muito insistir conseguiu a vitória com um golaço de Willian, que entrou na etapa final no lugar de Dentinho, lesionado.

Os gols do Timão chegam no seu celular em tempo real!

Agora, o Corinthians aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e Mirassol para saber quem irá enfrentar no próximo final de semana, pela semifinal do Paulistão.

O JOGO

Mesmo com o Pacaembu recebendo um bom público, o Oeste não se intimidou e começou o jogo assustando o Corinthians. O time de Itápolis partiu para cima nos primeiros minutos de jogo e, aos 3, após cruzamento na área, a bola passou por todo mundo e quase surpreendeu o goleiro Julio César, que saltou e fez boa defesa.

Após o susto, o Timão acordou e passou a dominar a partida. O Alvinegro trocava passes rápidos e explorava a velocidade de seu trio ofensivo, formado por Dentinho, Jorge Henrique e Liedson.

Depois de ficar um bom tempo na reserva, Bruno César voltou a equipe e apresentou um bom futebol. Jogando próximo aos homens de frente, o meia municiou bem o ataque corintiano e organizou as principais jogadas ofensivas do Timão.

Tendo maior posse de bola e pressionando o Oeste, o Corinthians não demorou a abrir o placar. Aos 9 minutos, após linda troca de passes no meio de campo, Liedson recebeu ótimo passe de Paulinho, ficou frente a frente com Fábio e, com frieza, marcou o primeiro gol alvinegro.

Jogadores comemoram o gol de Liedson, que abriu o placar para o Timão

Se a Fiel já cantava alto com o marcador zerado, com o gol do Levezinho a festa no Pacaembu ficou ainda maior. Aproveitando o apoio da torcida, o Corinthians continuou no ataque e teve diversas chances de marcar o segundo. Na melhor delas, aos 27 minutos, Dentinho se enrolou com a bola dentro área e Liedson ficou com o rebote. O camisa 9 driblou o goleiro Fábio e rolou para Bruno César, que chegou batendo. Porém, a zaga do Oeste foi precisa e salvou em cima da linha.

O jogo parecia sob controle. O Timão tinha maior posse de bola, levava perigo à defesa adversária e o goleiro Julio César quase não precisava trabalhar. Entretanto, nos acréscimos do primeiro tempo, o time sofreu um duro castigo pelas chances perdidas.

Aos 46 minutos de jogo, Julio César cobrou tiro de meta, a zaga do Oeste rebateu e a bola sobrou para Fábio Santos que, de longe, chutou cruzado. O golerio alvinegro não conseguiu alcançar a bola e, assim, o Rubrão foi para o intervalo em igualdade no placar.

Diferente do que poderia se imaginar, o empate não abalou o Corinthians. Após o intervalo, o time voltou voando para o segundo tempo e imprimiu um ritmo alucinante ao jogo.

O Oeste não conseguia sequer respirar. Com Bruno César, Jorge Henrique, Alessandro, Liedson e Willian, que entrou no lugar de Dentinho, contundido, o Timão fez uma blitz em busca do segundo gol e, assim como no primeiro tempo, continuou pecando nas finalizações.

Dos sete aos quinze minutos, o Corinthians desperdiçou, no mínimo, cinco chances claras de passar à frente no marcador. Mas, depois de muito insistir, aos 19 minutos, finalmente o segundo do Timão saiu. E com um golaço ! Willian aplicou um “drible da vaca” em Paulo Miranda, invadiu a área e mandou no ângulo, marcando um lindo gol para delírio da torcida corintiana.

A vantagem deu mais tranquilidade ao Alvinegro, que diminuiu a pressão, mas mesmo assim continuou criando chances. O Oeste, por sua vez, passou a sair mais para o ataque e precisando de um gol, Luis Carlos Martins, técnico da equipe, colocou mais dois atacantes em campo. Reinaldo entrou no lugar de Dedé e Márcio Passos deu lugar à Mazinho.

Porém as substituições não surtiram efeito. O Corinthians seguiu melhor, desperdiçando chances, e o placar continuou o mesmo até o final.

O Corinthians volta a campo no próximo final de semana, quando encara o vencedor do confronto entre Palmeiras e Mirassol, pela semifinal do Paulistão, em dia e horário ainda não definidos.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 x 1 OESTE

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 18h30
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho
Público e renda: 28.025 pagantes / R$ 932.511,00
Cartões Amarelos: Jorge Henrique (COR); Fábio Santos, Adriano, Marino (OES)
Gols: Liedson, 9′/1ºT (1-0); Fábio Santos, 46′/1ºT (1-1); Willian, 19/2ºT (2-1)

CORINTHIANS: Julio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais, 37′/2ºT); Jorge Henrique (Danilo, 37′/2ºT), Dentinho (Willian, 6′/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite.

OESTE: Fábio, Adriano, Cris e Paulo Miranda; Dedê (Reinaldo, 26′/2ºT), Márcio Passos (Mazinho, 26′/2ºT), Dionísio, Roger, Fernandinho e Marino; Fábio Santos (Alex Willian, 38′/2ºT). Técnico: Luiz Carlos Martins.

Adriano rompe tendão em treino leve e desfalca o Timão por cinco meses

Atacante sente o pé esquerdo e é levado às pressas para exame. Joaquim Grava vai operá-lo nesta quarta-feira. Retorno será apenas em setembro

Adriano mal chegou ao Corinthians e já se tornou desfalque. Na tarde desta terça-feira, durante um simples trabalho físico no gramado, acompanhado dos fisioterapeutas, o atacante rompeu o tendão de Aquiles do pé esquerdo. A previsão do departamento médico é de que o jogador leve cinco meses para se recuperar.

Segundo informação da assessoria de imprensa do Timão, o Imperador deixou o treinamento desta tarde diretamente para a clínica de Joaquim Grava, consultor médico do clube. Depois de avaliar o atacante, Grava marcou uma cirurgia para correção da lesão já na manhã desta quarta-feira.

Principal reforço do Corinthians para a temporada de 2011, Adriano se recupera de uma cirurgia no ombro direito e estava trabalhando intensivamente para estrear no dia 22 de maio, contra o Grêmio, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Seu debute, agora, só será possível em setembro, no segundo turno.

Apresentado oficialmente no dia 31 de março, o Imperador teve dez dias para resolver questões particulares no Rio de Janeiro e iniciou seu tratamento no Corinthians apenas no dia 11 de abril. Acima do peso, Adriano estava passando por um tratamento especial para estar em condições na estreia do Brasileirão.

A lesão do Imperador atrapalha o Timão não apenas tecnicamente, já que Tite esperava poder contar com o atacante para fazer dupla com o artilheiro Liedson. Mas também em questões de marketing. A diretoria pretendia, inclusive, fazer uma campanha nacional para o debute do camisa 10 em Porto Alegre.

Os planos agora vão mudar. Até porque cinco meses é muito tempo de molho. Especialmente para um jogador caro como o Imperador.

Adriano é internado. Médico do Timão confirma abalo do atacante

Operação do tendão-de-aquiles do Imperador será nesta quarta-feira, às 7h30, no Hospital São Luiz

Adriano já está internado para a realização da operação que vai reconstruir os ligamentos do tendão-de-aquiles da perna esquerda, rompido no treinamento na tarde desta terça-feira, no Centro de Treinamento do clube.

A intervenção cirúrgica vai acontecer nas primeiras horas desta quarta-feira. De acordo com o médico Joaquim Grava, responsável pela operação, o procedimento deve começar por volta das 7h30, na unidade Morumbi do Hospital São Luiz.

O consultor médico do Timão confirmou que Adriano ficou bastante abalado quando soube da gravidade da lesão na perna esquerda.

– Ele participava de um treinamento de salto e arranque, procedimento normal para um atleta de futebol. Era um treino considerado leve para um profissional. Foi uma fatalidade – lamentou Grava, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

– Nós conversamos, ele está abalado. Eu disse que a ele que as coisas acontecem hoje, talvez, para não se queimar etapas. Se Deus quiser, vai passar essa etapa de azar – completou o médico.

De acordo com Grava, a lesão de Adriano no tendão-de-aquiles pode ser considerada rara no futebol.

– Não é muito comum, mas existe. Por coincidência, na última quarta-feira, eu operei aquele atacante Rodrigão do mesmo problema. O Batata, ex-zagueiro, já teve esse problema na época em que jogava no Corinthians – lembrou;

Grava garantiu ainda que o problema em nada tem a ver com o peso de Adriano, que ganhou apoio de Ronaldo Fenômeno.

– Foi fatalidade, não tem relação com o peso. Em média, são cinco meses de recuperação. Precisa ter um processo de cicatrização. Seria esse prazo para jogar, com todos os treinamentos, parte física, tudo – afirmou.

Por fim, o consultor médico do Corinthians lembrou que a lesão de Adriano poderia deixá-lo fora dos gramados por um período bem mais longo se ocorresse no passado, sem tanto avanço da medicina.

– Antigamente, se ficava um ano e meio parado. Agora, em quatro semanas, ele vai poder fazer a fisioterapia. Já pode fazer bicicleta, algum trabalho na piscina – finalizou.

Corinthians tira Fielzão da Copa das Confederações e recorre à Caixa

Clube quer utilizar fundo imobiliário do banco para conseguir financiamento com o BNDES e promete início das obras para o mês de maio

A construção do Fielzão voltou a ser assunto no Corinthians. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg anunciou que as obras começarão em maio de 2011 e terminarão no fim de 2013, acabando com qualquer chance de o estádio ser utilizado na Copa das Confederações. Além disso, anunciou que o clube conversa com a Caixa Econômica Federal para intermediar com o BNDES o financiamento de cerca de R$ 400 milhões através de um fundo imobiliário.

– Vamos começar em maio e terminar em novembro ou dezembro de 2013. Quem está na torcida para a Copa das Confederações, esquece. Não vai ser feito. Não vamos fazer construção à noite, uma loucura, com acidentes e até encarece. O que dissemos para a Fifa é que não vamos fazer loucura para a Copa das Confederações. Vamos ralar a bunda no chão para fazer a abertura da Copa – afirmou.

Rosenberg negou que o BNDES tenha recusado as garantias apresentadas pelo Corinthians e pela empreiteira Odebrecht para conseguir o financiamento. Entretanto, confirmou que negocia com a Caixa para colaborar com a liberação do montante. O BNDES destinaria o valor para a CEF, que repassaria para o Timão e à construtora.

Não existe a possibilidade de não sair o estádio”
L. P. Rosenberg

– Quando o proprietário é o Estado, isso (liberação do dinheiro) acontece de forma muito tranquila, porque o BNDES não corre risco. No nosso caso, tem que ser mais sofisticado. Qual é a estrutura mais flexível? Um mecanismo é o fundo imobiliário. Isso é carne de vaca para a Caixa. O dinheiro é do governo, que repassa para o BNDES. Quem vai se encarregar do fundo é a Caixa. Não muda nada na garantia – explicou.

Rosenberg indicou também que o Corinthians utilizará arquibancadas móveis para atingir os 65 mil lugares exigidos pela Fifa para que o estádio seja o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. O projeto inicial do Alvinegro era para 45 mil pessoas, quantidade que não satisfaz o caderno de encargos da entidade. Com isso, o custo da arena subirá para quase R$ 700 milhões. O clube garante também que os dutos da Petrobrás, que passam por baixo do terreno de Itaquera, não são um entrave. Eles serão retirados ao longo das obras.

– A Petrobrás considera uma obra trivial, nada de especial. E ela não tem interferência no cronograma do estádio. Considero um desafio superado – disse Rosenberg.

O diretor de marketing jurou que o estádio será construído e que não há qualquer chance de a obra ser apenas mais uma maquete como muitas que já foram apresentadas por dirigentes corintianos em gestões passadas.

– Não existe a possibilidade de não sair o estádio. Eu entendo (a desconfiança). Quantas vezes foi lançado o estádio do Corinthians? – completou.